Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

aqui se se diz, aqui se paga:


"Não quero filho gay, diz Isabeli Fontana no programa da Hebe"

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Agradecimentos da Monografia!

Raphael era apenas um jovenzinho cabeçudo de canelas finas. Só quem via futuro naquele moleque da beira do Rio Paraná eram as professoras Rosa e Ritinha. Um dia ele sonhou que podia sair da sua cidadezinha de dez mil habitantes e pensou que uma faculdade fosse o caminho mais digno a percorrer. Sem dinheiro, colocou uma mochila nas costas e foi atrás de seu sonho no Mato Grosso do Sul. Passado mais de cinco anos, Raphael pegará seu diploma. Teve o privilégio de se formar de frente para o Pão de Açúcar, na Cidade Maravilhosa, com a benção do Cristo Redentor, e, ao invés de pendurar e emoldurar seu diploma, Raphael pensa em rasgar e mandar um pedacinho para cada um que ajudou a tornar isso realidade...
Uns pedacinhos vão para Maria Antônia, Ana, Kal, Cida, Márcia, Munira e aos de sangue que acreditaram que era possível. Outros pedacinhos vão para Juliano e Tadeu, que me mostraram quem eu era e o que era a amizade, mais um pedacinho para Ana Maria Barbosa, irmã de preguiça que me ensinou o que é afinidade. Um pedacinho para Andréia, que me fazia rir no ônibus mesmo morto de cansado. Uma chuva de pedacinhos para William, Culote, Valmira, Karine que me ensinaram o que é ter história e referência. Um bom pedacinho de diploma para Márcia Boccardo, que sempre tinha um sorriso, pãozinho e café quente quando a barriga doía. Um pedaço especial de papel para Lika, que sabe o papel dela na minha vida. E mais pedacinhos de diploma para Márcio e Irinéa, que nem todo o diploma nas mãos deles pagaria o que fizeram por mim. Um bom pedaço para o Bruno, que fez tudo ser melhor na minha vida. Pedaços para a galera da TeleListas, Ani, Lê, Line, Sil e Ciça. Pedaços perfumados para Carol e Wilher que dividem comigo lágrimas e sorrisos nesse momento.
Um pedacinho pra mim também, afinal, mesmo com todas as dificuldades nunca cogitei desistir. E, os últimos pedacinhos de diploma, junto punhadinho na mão, jogo no mar de Copacabana e dedico a Deus e a todos aqueles que me abriram portas, acolheram, riram das minhas piadas e mandaram boas vibrações para que esse momento fosse possível, não teve papelzinho pra todo mundo, mas meu coração ainda se divide em inúmeros pedaços. Obrigado!

Sábado, 25 de Abril de 2009

Ele tem olha tombado, caído como folha seca, anda com jeans rasgado nas barras e guarda cicatrizes nos pulsos e no peito.
Ele luta para acreditar nas pessoas e luta para apagar da memória gente que usou do seu ombro sorridente para arranhá-lo as costas.
Ele usa a madrugada para escrever poemas cafonas e mal redigidos, tudo porque tem muito pra falar, muito para cantar e gritar, e não sabe como.
Tudo que ele vê a sua frente é a solidão de longo preto, com dentes amarelados e baforando fumaça em sua cara!!!

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Agora que criei twitter, isso daqui ficou ainda mais grande cansativo!
Bjus me liga, ainda espero histórias cabeludas para minha monografia...

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Feliz 2009


Parece meio batido dizer que não gosta de festas de final de ano, que para mim são uma verdadeira celebração a hipocrisia. Mas nesse último período alguns acontecimentos serviram pra me nortear, me devolver algumas coisas esquecidas que a vida me disse bem claro, sentada em uma mesa de frente pra mim, fumando um cigarro:
“Amigos? Não meu querido, você não tem grandes amigos, simplesmente há pessoas que te acham engraçadinho, mas ainda sim murmuram que você é uma pessoa difícil”.
“Família? Você sabe seu caso né, a mãe já morreu, seu pai não está nem aí, e os poucos irmãos que querem te ajudar não podem”.
“Amor? Vejo tudo mais complicado nessa área, vejo algumas pessoas que te amam e que ainda te amarão, mas dividir a escova de dente não é coisa para você nessa vida”.
Você é o mesmo Josué perdido na Central do Brasil de sempre Raphael, e que só sobra o direito de pintar heróis coloridos e decadentes na sua imaginação, nos momentos em que você grita, Quem poderá me defender?
A única coisa que me sobrou para 2009 é a vontade de sonhar, pois nem meu punhado de livros amarelados eu tenho mais. Alguém divide uma taça de fel?

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008


Dia desses procurei uma cartomante. Coisa barata. Não sou desses que paga mais de 50 reais por uma consulta. Tive que subir uma ladeira de pedra até chegar na casa de madame Sônia. Era um dia chuvoso, o que tem sido muito comum no Rio. E, chegando até o endereço anotado em um guardanapo de boteco pensei em voltar para casa. O que estou fazendo aqui? Do que serviu aquele livro empoeirado de Nietzsche que eu fingi ler só para impressionar amigas gordas-lesbicas-intelectuais. O fato é que eu estava ali, em um pombal qualquer de Copacabana, dividindo um elevador de veludo azul com prostitutas e travestis.
Bati na porta mais de uma vez, sem sinal de vida, pensei novamente voltar. Lembrei das avemarias que rezava com minha mãe em dias de novena. O que minha mãe se estivesse viva pensaria de mim? Católica fervorosa que era. Mas já que estava lá, decidi bater mais uma vez. Ouvi um já vai abafado, daqueles pronunciados com um cigarro na boca. Aliás, aquele lugar era incensado com tabaco. Mas era interessante, fazia parte do contexto, assim como a garota de olho fundo cabisbaixa no canto do corredor escuro. Madame pode me atender? Entra aí, sabe que recebo antes né, porque como não sou dessas que esconde a verdade, cliente tem mania de não querer pagar depois. Foi então que entrei na casa da cartomante, um conjugado de parede rosas e decoração equivocada e mais sincrética que Clara Nunes. Nossa Senhora do Rosário dividia o altar com um Preto Velho em um faraó do Egito Antigo.
Senta aí meu lindinho, to sentindo você tenso. Um menino tão novo não é pra ta desse jeito, mas fica tranqüilo que já vejo respostas para suas perguntas. Enquanto a madame terminava seus afazeres eu ficava ali estagnado sem acreditar no que estava acontecendo. Após apagar umas velas ela pediu para que eu sentasse na cadeira de uma mesinha tubular branca das casas Bahia, nada parecido com uma mesa redonda tradicional de Bruxa com bola de cristal no centro. Ela pausou, respirou fundo e pediu para que eu cortasse o baralho, até se esqueceu de me cobrar antes, mas como eu não havia me esquivado, ela resolveu seguir com a consulta.
Escolhi as quatro cartas, de design muito interessante por sinal e ela foi me dizendo coisas, coisas que queria ouvir, coisas que queria acreditar. Como se a partir dali eu pudesse parar de temer os boletos no final do mês. Falou da família, de falsas amizades, da saúde e de trabalho, coisas que não gastarei contando a vocês. Eu acreditei em tudo, estava tudo muito claro naquela sala mal iluminada. Mas no meio da consulta a senhora com idade para ser minha mãe começou a movimentar o decote de um modo diferente, esqueceu as cartas e começou a falar da sua vida, da sua solidão e de seu marido que se matou. Poderia fornecer muitos detalhes da conversa, da consulta, e das confissões da cartomante. Mas o mais interessante foi que eu acabei me enroscando com aquela senhora no chão cheio de bitucas de cigarro da sua casa. E que só lembro do momento em que ela colocou a mão dentro do meu jeans, não me recordo do pagamento, das promessas e do caminho. A única certeza que tenho é o destino de meus delírios e do cheiro de Avon na minha pele.

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Predador!

Aschey digna a foto do ex-ministro-musico-pai-de-preta-gil na capa comemoração de two years da Rolling Stone Brasil.

Beteeendo cabelo, ta boua!

Ironic

Jornaleiro morre em assalto no Centro

Rio - Um jornaleiro reagiu e foi morto, durante um assalto à sua banca de jornais, na tarde desta terça-feira, na Praça Pio X 74, Candelária, no Centro. Ele foi levado em estado grave para o Hospital Souza Aguiar onde morreu. Uma patrulha do 13º BPM (Tiradentes) foi para o local.

O bandido, negro, altura média, usando camiseta preta com faixas amarelas, fugiu perseguido por policiais civis que passavam no local.

Fonte: O Dia.

Houve um dia que o jornaleiro virou jornal, em mais um episódio lamentável da violência no Rio. Sempre ficava olhando as manchetes na banca dele, ali é bem perto do meu trabalho, aliás, muito perto, local onde passo todos os dias. Ao lado de onde sempre comprava misto com guaravita, nas épocas de bolsa estágio reduzida. Das crianças assassinadas na porta da Candelária restou uma cruz de madeira, do jornaleiro, talvez nem isso reste.


O jornaleiro um dia virou jornal

virou fonte corpo 10

virou caracteres

desvirou,

O jornaleiro virou sangue

Virou grito

Virou dor

Virou pó

Virou número

Virou esquecido!

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Agostinho Carrara Fazendo Graça

Pra quem não está sabendo, Pedro Cardoso fez um manifesto antinudismo no cinema nacional. Muita decadência essa história toda, mas só algumas considerações:
Eu apoio, que nenhum diretor pervertido nos obrigue a ver tal cena.
Que falta do que fazer gente, vai caçar um episódio de Grande de Família pra gravar!




Quem está interessado em ver Pedro Cardoso pelado coloca o dedo aqui, que já vai fechar!

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Hoje acordei meio auto-ajuda

Existem duas fases na minha vida, ou estou rindo pelos cotovelos e passando receitas de bolo. Ou cabisbaixo mastigando literaturas sombrias. Mas, nos últimos tempos passo por uma fase estável, de equilíbrio. Estagnação. Não sei se isso é bom ou ruim. Por enquanto, no mínimo está sendo conveniente. Não que eu não tenha problemas, mas é que aprendi a administra-los. Claro que isso depende muito do problema, mas uma dose de otimismo na vida sempre faz bem. Sonhar e acreditar que as coisas vão melhorar realmente faz bem. Não que isso vá te deixar tapado, as vezes até pode deixar, mas sei lá, respira fundo e pense que você não é a única pessoa a ter problemas, a passar por isso ou aquilo. Tem sempre gente morrendo, sempre gente com câncer, gente falindo e gente não podendo ir ao show da Madonna. Não importa dimensão que o problema tem para cada um. O importante é que eles existem, é fato. E, estão aí, para serem no mínimo, aceitos. Sei que meu lado geminiano amanhã não vai estar pensando assim.
2008 foi um ano de mudanças, Dercy morreu, Sandy deixou de ser oficialmente virgem. É o ciclo da vida, estilo abertura do Rei Leão mesmo, selva, onde um dia você come, noutro é comido!Créditos da foto: Andy Warhrol

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

piadinha de firma

Sexo sujo e pesado!

Sábado, 27 de Setembro de 2008

fatias de torta não têm explicação

Por Jôca,

Rapha, quando eu tinha exatamente 23 anos – como você - abri mão do meu quarto com vista pro mar de Copacabana e parti pra conhecer o mundo com pouco mais que uma mochila. E dormi em quartinhos sórdidos onde tinha que descer dois andares pra poder encontrar um banheiro, ou algo parecido com um. É verdade que eu estava em Paris, mas talvez pudesse até estar no Acre.
Não. Nunca fui e nem irei ao Acre.
Conhecer o mundo com 23 anos foi a parte mais legal da minha vida. Faça isso Rapha. Posso chamar você assim ? De Rapha ?
Faça isso, não pense muito, não vacile, vá conhecer o mundo porque a vida passa em um piscar de olhos. Um dia você acorda e tem 50 anos. Vá antes que seja tarde demais, antes que você perca o doce pássaro da juventude.
E, acredite, você vai perdê-lo.
Todos nós perdemos.

Obrigado pelas "sobrancelhas louras de Frida Khalo". Foi a coisa mais gentil e sensível que alguém poderia me dizer.

Você tem razão, eu tive sbrancelhas louras de Frida Khalo. Acho que talvez ainda existam em alguma parte de mim, embora eu quase já as tenha esquecido.

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

meus dias de interior



Se o Rio de Janeiro continua lindo, o interior de São Paulo continua queeente!

No meu programa de volta as origens do ultimo final de semana, teve direito a tudo, carneiro assado, música sertaneja e cerveja gelada.

Mas o interior não é como um todo o mesmo, fiquei impressionado com a quantidade de monitores lcd fodasticos, parece que virtualização do Lula ta pegando mesmo, até o leiteiro tem emiessiêni.

Por ironia, na sexta fui em um bar superanimado ao som de Chico Buarque.

Esse final de semana tem César Minotti e Fabiano no Canecón, aqui, em pleno Rio! Maldita globalización!

Mas o melhor foi ter uma família carinhosa me esperando com leite quente e cama arrumada, sobrinhas lindas, fofas e inteligentes.

Foi bom voltar, sentir cheiro de mato, rever minhas lembranças ainda em pedacinhos minuciosos de azulejos pintados à mão. Fragmentos de lembranças e sons nostálgicos.

Só não senti falta do ar seco cortante de Três Lagoas, que ressecou até o meu estômago, não senti falta dos carros escandalosos de políticos analfabetos. Não senti falta de gente mesquinha que ainda conserva o mesmo penteado.

Mas foi bom ir, e também voltar!

Foi bom rever meus amigos, mais gordos ou magros, ainda com o mesmo sorriso e as mesmas risadas. Mas quem a gente ama não deixa. Traz sempre dentro do coração!

Seguuuura Peão!

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

01/09/2008

Há muito tempo não havia me sentido como ando nos últimos dias. A rotina tem se tornado uma fardo muito pesado. Apesar do desânimo, saco-cheio, são nessas fases que tomo grandes decisões na minha vida. A idade tem me deixado covarde. Não dá para simplesmente sair com uma mochila nas costas pegando carona por aí, como fiz muitas vezes. A não ser que eu pudesse levar máquina de lavar na sacola. Velhos de 23 anos como eu já procuram conforto, e pensam 1,5 de vezes antes de se enfiar em um quartinho sujo. Mas tenho a sensação que a a vida é mais respirável e leve ao lado das baratas, do quando se vê o Cristo da janela. A vida é mas fácil quando só se tem um punhado de livros amarelados, umas roupinhas e um all star. A vida é mais fácil quando você não se cobra tanto pelo seu sucesso, ou principalmente quando não se tem alguém para te colocar para baixo. Talvez eu só precise de umas duas semanas em uma cidade de desconhecidos, uma cidade cheia de gente azul, onde eu não me sinta sozinho rodeado de conhecidos. Aceita um café?

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

dia de tietagem



Ontem fui a premiere de Cegueira, filme dirigido por Fernando Meirelles, que é baseado na obra do escritor português José Saramago. Lógico que eu não estava entre os 600 convidados para assistir a pré-estreia no Cine Odeon. Fui de micón mesmo. Afinal, se tratava de de Fernando Meirelles, que está no meu top 5 e Juliane Moore, que dispensa apresentações.
Após uma cerveja com Bruno na Lapa, fomos para a porta do cinema. Na aba do red carpet, ficamos ali entre alguns transeuntes, mendigos e desocupados da cinelândia. Estacionamos ao lado do paparazzo da Gimenez, que nos ficou contando todo orgulhoso que tinha perseguido a Juliane no Corcovado durante o dia. Se eu fosse ela teria dado uma de Luana.
Mas enfim, já beirava as 21:00, hora oficial da apresentação. E a única conhecida que tinha visto era a Benedita da Silva, um certo temor tomava conta de mim, de que tivesse gastado 2,60 de metrô pra ver a Benedita. Era muita decadência, aliás, decadência já era, mas até para o fundo do poço há um limite.
Fiquei ali observando a chegada das primeiras subcelebridades nacionais. E o nonsense do repórter vesgo as perturbando. Renata Sorrah passou rápido, vestida de doméstica. Esperava mais da interprete de Heleninha Roitman e Nazaré Tedesco. Alias, todos em geral vão muito mal vestidos para uma premiere. O povo se sente na festinha do play.
Mas quando minha noite parecia fadada ao fracasso eis que ela vem cheia de luz. Logo após o simpático e acessível Meirelles, que até me falou que não atualizava o blog por preguiça.
Era ela, Juliane Moore, diva internacional, brilhante em vários filmes, impecável em As Horas, toda trabalhada no bege sem soutien. Branca. Alva. Cheia de luz-própria e pintas. Queixo quadrado e mais milhares de adjetivos.
Fiquei ali apreciando aquela imagem, inebriado. Valeu a noite, valeu a espera...
Poderia falar de muitas coisas a respeito do livro, da metáfora que Saramago usa etc. Mas, já tem muita gente falando coisa séria por aí, eu combino mesmo com tietagem, futilidade e bobagem! that's all.