quarta-feira, 27 de agosto de 2008

dia de tietagem



Ontem fui a premiere de Cegueira, filme dirigido por Fernando Meirelles, que é baseado na obra do escritor português José Saramago. Lógico que eu não estava entre os 600 convidados para assistir a pré-estreia no Cine Odeon. Fui de micón mesmo. Afinal, se tratava de de Fernando Meirelles, que está no meu top 5 e Juliane Moore, que dispensa apresentações.
Após uma cerveja com Bruno na Lapa, fomos para a porta do cinema. Na aba do red carpet, ficamos ali entre alguns transeuntes, mendigos e desocupados da cinelândia. Estacionamos ao lado do paparazzo da Gimenez, que nos ficou contando todo orgulhoso que tinha perseguido a Juliane no Corcovado durante o dia. Se eu fosse ela teria dado uma de Luana.
Mas enfim, já beirava as 21:00, hora oficial da apresentação. E a única conhecida que tinha visto era a Benedita da Silva, um certo temor tomava conta de mim, de que tivesse gastado 2,60 de metrô pra ver a Benedita. Era muita decadência, aliás, decadência já era, mas até para o fundo do poço há um limite.
Fiquei ali observando a chegada das primeiras subcelebridades nacionais. E o nonsense do repórter vesgo as perturbando. Renata Sorrah passou rápido, vestida de doméstica. Esperava mais da interprete de Heleninha Roitman e Nazaré Tedesco. Alias, todos em geral vão muito mal vestidos para uma premiere. O povo se sente na festinha do play.
Mas quando minha noite parecia fadada ao fracasso eis que ela vem cheia de luz. Logo após o simpático e acessível Meirelles, que até me falou que não atualizava o blog por preguiça.
Era ela, Juliane Moore, diva internacional, brilhante em vários filmes, impecável em As Horas, toda trabalhada no bege sem soutien. Branca. Alva. Cheia de luz-própria e pintas. Queixo quadrado e mais milhares de adjetivos.
Fiquei ali apreciando aquela imagem, inebriado. Valeu a noite, valeu a espera...
Poderia falar de muitas coisas a respeito do livro, da metáfora que Saramago usa etc. Mas, já tem muita gente falando coisa séria por aí, eu combino mesmo com tietagem, futilidade e bobagem! that's all.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

feia oficialmente, tadinha!


Se você era o ultimo a ser escolhido nos times de futebol da escola, que nunca foi o noivinho na quadrilha. Isso não é nada perto do que aconteceu com ela A pobre chinesinha foi considerada feia mundialmente. Várias perguntas não querem calar dentro de mim.
E lá existe gente bonita na China? Que transtornos psicológicos isso pode causar a uma criança?
Mas o que esperar de uma terra onde se come baratas e escorpiões né!
É por isso que eu gosto do BRAZILLL...
Nós colocamos a Elza Soares pra representar nosso povo...

Dos filhos desse solo és mãe gentil, Patria Amada Brasil!!!

sonhos estranhos

Essa noite tive um sonho estranho. Eu assistia com o Bruno uma partida de futebol. Só isso já é uma coisa para se estranhar. Acontece que no sonho, tudo pode ficar pior, ou melhor, ou não ter sentido sem que você perceba. Apesar de eu já ter acordado duvidando do que estava sonhando. Há coisas que os roteiristas dos sonhos pegam pesado. Já tive sonhos piores que novela da Record, sim isso é possível.
Mas voltando para o sonho, no meio da partida de futebol. Entrava um sujeito nu e cheio de fezes. É, isso mesmo. Completamente coberto por fezes humanas. Sabe tipo esses peladões que correm pelos estádios europeus? Entonces, e ele começava a querer abraçar as pessoas. E todo mundo começara a correr desesperadamente de uma lado para o outro, como se estivessem a ponto de morrer, histericamente. O peladão cagado havia se tornado algo extremamente assustador e eu já estava no meio da partida, aglomerado com uma multidão de caras, estilo carandiru, sabe? agachado.
Fui tomado por um desespero como nunca senti acordado, com uma mistura de vertigem real, sintomas de vômito, cheiro de arroz estragado. E o homem cagado se aproximava cada vez mais de mim. Lágrimas de desespero corriam no meu rosto, como se aquilo fosse ser insuportável, aquilo transcendia a figura fecal do homem. Aquele homem era além, era alguém rejeitado que se voltava assustadoramente contra as pessoas. E como num frame de cinema, vi seu olho cheio de veias enquadradro. Gritando ódio, gritando medo, gritando desespero. Apartir daí, eu me via no homem e em mim, sentia seu ódio, vingança e sentia meu medo de ser atingido. Eu podia ver e sentir os dois lados, e quando ele se aproximava a ponto de me tocar, o despertador tocou. E por incrível que pareça a cueca estava limpa, eu não tinha cagado.
Eu estava dormindo, não tinha bebido, cheirado nem fumado nada. Eu avisei que era estranho, muito estranho.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

retratação:

Com relação a ultima postagem, recebi alguns e-mails e comentários criticando o uso da palavra "amelininado" no texto.
Para deixar bem claro, não fui, não sou e nem serei preconceituoso, muito menos racista. A definição da cor da pele nada tem a ver com o ato da ladroagem em si. Fico pensando se fosse um japonês que tivesse me roubado, e eu tivesse falado japonês feio. Ou, amarelo fedido. Se teria a mesma repercussão.
Já tratei de tudo nesse blog, puta, veado, sapatão, preto, branco, gordo e magro. Até porque, como eu poderia falar da minha própria cor de pele. Já que sou descendente de negro-índio-europeu.
Para não restar duvidas, quem tiver saco, leia essa matéria do portal Mundo Negro em que critico uma reportagem racista da Globo.
Enfim, aqui tento ser o mais claro possível, sem ter que mutilar minhas idéias. Peço desculpas se alguém se sentiu ofendido. A pretensão do post era ser somente uma tragicomédia, nada muito certo, nada muito politicamente correto.
Não quero ter que escrever uma retratação a respeito da abordagem violenta da polícia no Rio.

Bjundas!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

com o CU na mão

Ontem fui levar a Laura em sua casa na Pompeu Loureiro. Isso uma e pouco da madruga. Na volta, estava eu com o pensamento na Estônia e cantando Purple Way. Quando fui abordado por dois Zé Pequeno que me pediam celular, ipod, carteira, dinheiro e afins. E eu somente com minha chave com chaveirinho mordido de vegas.(aindabemné) Só se eles assaltassem o cu né. Mas foi pior, levaram um casaco azul marinho lindo, que ainda tinha vestígios do perfume do banho noturno. Na hora fiquei muito calmo, depois muito puto. Não pelo assalto, não pelos 60 dólares do casaco reebok em si. Mas por ver meu aveludado casaco azul-tuquesa naquela pele amelinaninada e fedida. Nem vai ornar gente. Outra coisa que me irritou profundamente foi o fato deles não terem me chamado de playboy, falando a frase clássica dos assaltos; perxzdeu playboy! Estão pensado o que gente? que eu sou da comunidadghy também? Achei uó não ter sido chamado de playboy. Um humilhação.
Mas falando sério, toda solidariedade e gentileza interiorada ficaram para trás. Tenho agora um poster do Capitão Nascimento no meu quarto. Justiça social é na bala mermão...

sábado, 2 de agosto de 2008

a distância entre Preta Gil e eu

Quinta no meu tour Gávea-Leblon com a Laurinha, me deparei com preta Gil na Pizzaria Guanabara. Daí você me diz: Grande coisa ver a Preta Gil, uma subcelebridade arroz-de-festa e mico de paparazzo!
Vamos definir Preta Gil: Gorda sem talento e ponto. Seria!
Preta Gil é filha de "artista" e dá para galãs. Mas a minha principal diferença com a preta é que na pizzaria, cada chopp partia meu coração e afundava o meu visa universitário. Ela era dali, ela pode pagar 4 reais por uma tulipinha de chopp sem comprometer a comida da semana, eu não.
Sou Preto Fialho Pobre e não sou filho de ex-ministro. O buraco é bem mais em cima.
Pude confirmar uma velha tese, não importa se você é gorda, feia, puta, viado, sem talento ou sem noção. O mundo continua e sempre continuará dividido entre ricos e pobres.
mete chopp aí caraleo!