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terça-feira, 20 de maio de 2008

A síndrome de Amélie Poulain



O fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme que chama atenção não somente por seu filtro amarelado e sua estética diferenciada. Vai além, talvez seja uma das estórias mais psicológicas que eu tenha visto – não que eu tenha visto muitos filmes. Muito menos entendo de psicologia.

Todo mundo tem um pouco de Amélie Poulain, aquela garota que se sente profundamente sozinha e diferente do resto do mundo. O personagem é uma viagem no interior de cada um, nos sonhos e principalmente na imaginação.

Quem nunca olhou no espelho e viu um estranho? Àquela menina sozinha; romântica e calada, se voltam os olhos de um mundo desconhecido. Nosso interior é ainda um universo sombrio, mas certamente, cheio de desejos e vontades.

Se para Clarice Lispector “Todo adulto é triste e solitário”. Para mim, no fundo, somos todos crianças estranhas. Sentamos no fundo da sala, respondemos a chamada baixinho, procuramos não chamar atenção para não sermos zombados.
Talvez seja clichê comentar esse filme. Mas sou clichê, uma diarréia de lugares-comuns. Além disso, cada a vez que vejo esse filme, descubro uma coisa nova. É uma obra viva. Recomendo.