

Ontem fui a premiere de Cegueira, filme dirigido por Fernando Meirelles, que é baseado na obra do escritor português José Saramago. Lógico que eu não estava entre os 600 convidados para assistir a pré-estreia no Cine Odeon. Fui de micón mesmo. Afinal, se tratava de de Fernando Meirelles, que está no meu top 5 e Juliane Moore, que dispensa apresentações.
Após uma cerveja com Bruno na Lapa, fomos para a porta do cinema. Na aba do red carpet, ficamos ali entre alguns transeuntes, mendigos e desocupados da cinelândia. Estacionamos ao lado do paparazzo da Gimenez, que nos ficou contando todo orgulhoso que tinha perseguido a Juliane no Corcovado durante o dia. Se eu fosse ela teria dado uma de Luana.
Mas enfim, já beirava as 21:00, hora oficial da apresentação. E a única conhecida que tinha visto era a Benedita da Silva, um certo temor tomava conta de mim, de que tivesse gastado 2,60 de metrô pra ver a Benedita. Era muita decadência, aliás, decadência já era, mas até para o fundo do poço há um limite.
Fiquei ali observando a chegada das primeiras subcelebridades nacionais. E o nonsense do repórter vesgo as perturbando. Renata Sorrah passou rápido, vestida de doméstica. Esperava mais da interprete de Heleninha Roitman e Nazaré Tedesco. Alias, todos em geral vão muito mal vestidos para uma premiere. O povo se sente na festinha do play.
Mas quando minha noite parecia fadada ao fracasso eis que ela vem cheia de luz. Logo após o simpático e acessível Meirelles, que até me falou que não atualizava o blog por preguiça.
Era ela, Juliane Moore, diva internacional, brilhante em vários filmes, impecável em As Horas, toda trabalhada no bege sem soutien. Branca. Alva. Cheia de luz-própria e pintas. Queixo quadrado e mais milhares de adjetivos.
Fiquei ali apreciando aquela imagem, inebriado. Valeu a noite, valeu a espera...
Poderia falar de muitas coisas a respeito do livro, da metáfora que Saramago usa etc. Mas, já tem muita gente falando coisa séria por aí, eu combino mesmo com tietagem, futilidade e bobagem! that's all.