Quando lhe falta o demônio
e Deus não o socorre;
quando o homem é apenas homem
por si mesmo limitado,
em si mesmo refletido;
e flutua
vazio de julgamento
no espaço sem raízes;
e perde o eco
de seu passado,
a campainha de seu presente,
a semente de seu futuro;
e o jogo, feito
até a última cartada da última jogada.
Quando. Quando. Quando.
Carlos Drummond de Andrade.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Fabrina Martinez
Fabrina, isso, com F mesmo é uma das pessoas mais influenciaram minha vida. Teve também o Juliano e Tadeu mas nenhum dos dois era tão tatuado e rancoroso. Respeito Fabrina porque além de extremamente inteligente e espirituosa, Fabrina tem potencial para ser uma grande escritora, morar em um lugar distante e ser bem paga para reclamar de alguém ou alguma coisa, e, apesar dela não saber lidar com pontos e vírgulas, sempre vi uma verdade pertubadora e melancólica em suas palavras.
Passado o tempo conheci gente mais tatuada, mais inteligente e que conhecia mais e melhores bandas. Também li coisas superiores sobre penumbra, mesas de sinuca e blues. Mas a verdade da literatura de Fabrina continua me inspirar, seja pelo seu esforço constante de não parecer uma velha rolling stone tentando emplacar velhos hits, substituindo letras pesadas por balões coloridos e bichinhos de estimação. De uma vida normal, comum, mediana, feliz e que no fundo, é almejada por todos.
Só acho que a literatura da Fabrina cai quando ela usa sua poderosa técnica de transformar palavras em peixeira afiada. Mas ainda assim, sua verdade continua a me inspirar, a escrever com sinceridade e ir além disso, escrever sem medo. Não esconder e camuflar minhas inseguranças, e, acima de tudo, não arrumar culpados pelas minhas irrealizações. Por isso, vou continuar lendo e recomendando as palavras de Fabrina.
Nunca tivemos e nada teremos em comum, mas com ela aprendi a importância de anunciar uma visita e adquirir o mínimo do modos para se viver em sociedade. E, mesmo eu nunca mais querendo aparecer em Dogville, torço para que Fabrina seja cada vez mais feliz, realizada e continue evoluindo. Não que eu tenha mais afeto por ela do que a dona Luiza do 902, mas só porque sempre terei interesse na verdade de suas palavras, em sua literatura
Passado o tempo conheci gente mais tatuada, mais inteligente e que conhecia mais e melhores bandas. Também li coisas superiores sobre penumbra, mesas de sinuca e blues. Mas a verdade da literatura de Fabrina continua me inspirar, seja pelo seu esforço constante de não parecer uma velha rolling stone tentando emplacar velhos hits, substituindo letras pesadas por balões coloridos e bichinhos de estimação. De uma vida normal, comum, mediana, feliz e que no fundo, é almejada por todos.
Só acho que a literatura da Fabrina cai quando ela usa sua poderosa técnica de transformar palavras em peixeira afiada. Mas ainda assim, sua verdade continua a me inspirar, a escrever com sinceridade e ir além disso, escrever sem medo. Não esconder e camuflar minhas inseguranças, e, acima de tudo, não arrumar culpados pelas minhas irrealizações. Por isso, vou continuar lendo e recomendando as palavras de Fabrina.
Nunca tivemos e nada teremos em comum, mas com ela aprendi a importância de anunciar uma visita e adquirir o mínimo do modos para se viver em sociedade. E, mesmo eu nunca mais querendo aparecer em Dogville, torço para que Fabrina seja cada vez mais feliz, realizada e continue evoluindo. Não que eu tenha mais afeto por ela do que a dona Luiza do 902, mas só porque sempre terei interesse na verdade de suas palavras, em sua literatura
sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
dia dos namorados, sozinho e vendo séries decadentes
Os dois momentos mais emocionantes da minha vida em 2010 estão ligados a finais de seriado. Sinal de que alguma coisa não está certa. Bem, levando em consideração que o último ano foi extremamente dramático, agora tudo segue tranquilo e feliz. Nesta semana quando eu dizia coisas duras para minha irmã a respeito da sua vida, ela insinuava algumas verdades sobre mim. Realmente ela e quase ninguém sabe nada da minha trajetória até aqui. Eu sei o gosto da areia na boca e o que é estar sozinho em uma cidade grande, contando as moedinhas para comprar uma água mineral. O que é cruzar a pé três bairros para economizar a grana da passagem. Nada disso é bonito. Nunca me orgulhei ou mesmo escrevi uma linha sobre isso. Ano passado carregava dentro da minha mochila uma daquelas bolas de cristal com a miniatura de uma cidade dentro, o liquido e o pozinho branco dão a impressão de que está nevando na pequena cidade, que no caso era a capital Belgrado, presente do amigo sérvio Marko. Deixar aquele presente se esfacelar dentro da minha bolsa, era como se simbolizasse o fim dos meus sonhos no Rio e todo o meu futuro. Essa cena aconteceu em pleno calçadão de Copacabana. Achava que sofrer na praia seria melhor, romântico, digno. Mas é absurdamente irônico não se encontrar no paraíso, rodeado de casais caminhando felizes com seus cachorros e filhos. Deslocado. Sentir o gosto salgado na boca não da água do mar, mas de lágrimas que correm sobre um rosto humilhado num sol de 40 graus. Mas enfim, como diz uma colega, não conto derrotas. 2010 está tudo melhor, mesmo os momentos mais emocionantes estando ligados a finais de seriados. Passarei o próximo dia dos namorados sozinho, sem dramas, é só mais um. Aliás, não sou muito feliz com datas, ter nascido no dias das mães não me deu muita sorte com datas comemorativas. Minha mãe logo partiu e eu fiquei avulso, com a bunda na janela e é isso que tem me feito adulto desde então, um rabo cheio de calos de puta velha, com muitas marcas dos paus a seco que a vida enfiou. Quanto ao final de seriado, hoje vi o último episódio de Glee, uma série boba e high school digna de todos os clichês e melodramas americanos, com o diferencial dos heróis serem perdedores; negros, latinos, judeus, gays etc. Minorias. E sempre que Glee abordou sonhos me emocionei, lembro que a primeira vez que a série me fez chorar foi segundo episódio, eu ia de Primavera interior de São Paulo, para Castilho, foi no último dia do ano passado. Estava vendo super descompromissado no laptop. Hoje estamos exatamente no meio do ano, seis meses depois. Sou um brasileiro mediano, declaro imposto de renda e não me dou mais direito de sonhar e arriscar como antes. Matei quase todos os sonhos da adolescencia com aquela bola de vidro que quebrou dentro da mochila no ano passado. Esfacelaram juntos alguns desejos que existiam. Realmente. Ainda em Glee (alegria em inglês), Rachel um garota judia abandonada pela mãe biológica e adotada por pais gays. Ela tem um talento, apesar disso, sabe que está fadada ao fracasso mesmo com seus poucos momentos de brilho. Ela tem uma estrela dourada em frente sua esteira, corre todas as manhãs vendo aquela estrela, como se corresse sempre para o seu objetivo, o irônico é que a estrela é de mentira e a esteira não sai do lugar. Diferente da Rachel, eu não tenho um grande talento, sei fazer um pouco de cada coisa, mas não sou necessariamente o melhor em nada. Não sou feio, mas também não sou bonito,(sem dramas com isso) sei cantar mas não o suficiente para ser cantor, pintar, mas não para ser um pintor. Sei desenhar, no entanto, jamais vou ser um desenhista profissional, gosto de escrever e nunca serei um bom escritor ou jornalista. Tenho o pau grande, mas também não é o maior. heheh Mas como não conto derrotas, para algum bem devo usar essas pequenas coisas que sei fazer. Hoje pela manhã via um especialista em relacionamento falar na TV. Ele dizia que estamos vivendo uma era extremamente individualista, e que os relacionamentos deveriam acompanhar isso, ou estariam fadados ao fracasso. Ou você respeita a individualidade do outro, ou poderá ficar sozinho. Gostar não te dá o direito de controlar ou tentar mandar na vida de alguém, não gosto disso, mas tenho que aceitar que é a verdade. Sábado passo mais um Dia dos Namorados sozinho, não será o primeiro e muito menos o último. No final de Glee eles aprendem que a grande lição nem sempre é vencer, mas se conhecer e descobrir o que se tem bom. Coleciono minhas pequenas vitórias, não lamento nada que fiz, faria de novo do mesmo jeito. Quebrei, bati a cara. Amei, chorei, briguei, ameacei e me feri. Mas sorri, abracei e, em alguns momentos senti que não estava sozinho. A minha própria lição é que hoje sou mais adulto, encaro a vida com mais racionalidade, e que ainda assim não preciso deixar de buscar completamente meus objetivos. Posso juntar os cacos da minha bola de cristal e formar minha própria cidade europeia, com neve, balões coloridos e tudo que me faça feliz. Vai quebrar e reconstituir novamente, pois assim é a vida, ou pelo menos assim que deveria ser.Sempre. Feliz dia dos namorados!
terça-feira, 8 de junho de 2010
Placas do Brazeel!
Alguém pode me explicar o porquê da placa paulista "proibido fumar" na padaria perto de casa, em pleno RIO DE JANEIRO? Depois nego vem me falar que existe rivalidade... Ou tem alguma ironia carioca aí que eu não saquei...
domingo, 6 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Qual o seu mba?
Qual a sua faculdade? Quem são seus amigos? Quem são seus pais? Onde você mora? Que lugares você frequenta?
Não adianta! Por mais que você tenha sido o maconheiro revolucionário e cabeludo da turma de Ciência Sociais na federal, é o topete com gel de terno italiano qua vai comer a loura secretária, e jogar lama no seu carro popular. A vida é feita de quem nasceu pra fudê e quem nasceu pra ser fodido.





