segunda-feira, 30 de junho de 2008

O homem de camisa xadrez


Alfredo ia todos os dias com uma camisa vermelha-xadrez para o seu trabalho.Era funcionário da construção civil. Ninguém sabia a relação de Alfredo com aquela cor ou com aquela camisa. E, Alfredo destoava dos outros operários, que se vestiam dignamente de uniforme bege. Não que Alfredo quisesse ser diferente, no fundo ele cultuava sua quase invisibilidade. Alfredo na verdade tinha grandes olhos vermelhos, tristes e solitários. E se questionava porque não se vestia de normalidade como os demais. Por que não fazia como todos, e usava pele de gente comum? Porque denunciar sua rebeldia, seus desejos e paixões por texturas e cores.
Ainda sim, ao olhares estranhos, Alfredo respondia com um sorriso sincero. Não que estivesse sempre sorrindo por dentro, mas é que Alfredo aprendeu que palavras amargas e rancorosas são bloqueios para uma vida saudável.
Por isso, Alfredo voltaria usar a camisa Xadrez novamente, porque o que mais o angustiava não era ser diferente externamente. O que mais perturbava era ver o quanto a indumentária de sua carne era xadrez, de bolinhas, azul turquesa. Alfredo não sonhava ser respeitado, só queria ser compreendido.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Estamira: A Poesia da Insanidade

Nem todo muito conhece o documentário Estamira, que tem o José Padilha, de Tropa de Elite, como um dos produtores. Dispenso adjetivos. Acho que tenho muito de Estamira, talvez no futuro seja parecido. Normalidade não me atrai.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Amazônia Para Sempre!

Claudia Ohana já defende desde a década de 80 a causa ambiental. Antes de Cristiane Torloni, Marina Silva ou Al Gore. A musa de Vamp conserva sua própria mata. Pensei em colocar tarja, já que o blogspot é todo puritano, mas francamente, precisa tapar algo aí?

sábado, 21 de junho de 2008

medo na lotação

Ontem voltei de com o onibus 474 do Centro para Copacabana. Nunca temi esse onibus, até o meu amigo dizer que ele era sinistro e profissional quando o assunto era assaltos. Mas enfim, entrei bonito, sentei com meu aipodizinho no ouvido quando notei que ao fundo tinha um sujeito com figurino de bandido.
Você pode até pensar. Ah, Raphael julga as pessoas pelas roupas. Pode até ser, mas se tratando do Rio de Janeiro devemos nos apegar ao indícios, tatuagens mal feitas e cara de Sandro do onibus 174.
Pra constar, nunca fui assaltado aqui. Peguei o aipodizinho coloquei na meia e rezei para ele não em assaltar, porque estava sem dinheiro. E bandido geralmente bate em gente dura!
Desci com segurança e Sandro não me pertubou nem assaltou. Grasçasadeusné!

domingo, 15 de junho de 2008

Coisas do youtube

Tem gente que não tem mais o que fazer. E isso é muito bom. Principalmente a coragem que as pessoas têm de se expor. Mas enfim, o vídeo em baixo é a cena de um parto. Eu queria dizer coisas bonitas, do tipo: "nossa, como o início da vida é belo, "como a natureza é perfeita". Mas as únicas coisas que consegui dizer quando via o vídeo, atônito. Era; "gente a xana dela vai explodir", "Jesuuuuuus", "Gente ela peidou?".
Mas no final fiquei feliz de ter nascido de cesariana e não ter feito isso com minha mãezinha:

Menino de Oito anos é suspenso por encenar Amy Winehouse em escola

Maikon Silva de oito anos foi suspenso da Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, na baixada fluminense, por dublar a cantora inglesa Amy Winehouse durante a festa junina realizada na escola.

Segundo a diretora da escola, Dulcinéia Pinto, não foi o fato de Maikon ter usado peruca e maquiagem para dublar Amy, nem a música - que não faz parte de repertório folclórico brasileiro, que levou o garoto à punição.

Para a diretora, o estopim foi que durante a apresentação, Maikon retirou um saquinho de farinha de dentro do bolso e simulou cheirar cocaína. Fato que chocou as mães presentes. “Muitas das mães abandonaram o evento na hora, foi uma cena lamentável”, conta Dulcinéia.

A mãe do menino, Marcelle Silva, declarou que sugeriu para o filho uma fantasia de Batman, mas o menino insistiu que queria ir de Amy, como a mãe não sabia de quem se tratava, permitiu. Até porque Maikon dizia já ter a roupa.

Alunos e pais pedem que o menor seja indiciado por apologia ao crime, mas o máximo que Maikon recebeu até agora foi uns tabefes de dona Marcele e uma suspensão. Testemunhas afirmam que o garoto permaneceu cantando até mesmo quando foi levado para a diretoria, fazendo uma performance “You Know I'm No Good”.

Maikon foi levado para casa gritando para toda a escola: “Me deixem ser Amyyyyyy”

fonte: http://www.andrevascooficial.blogger.com.br/pegadinha-do-malandro.jpg

segunda-feira, 9 de junho de 2008


"Estive, acidentalmente, numa policlínica. Lá, numa sala apinhada, estava um menino de três ou quatro anos, no colo materno. Súbito, a criança começa a chorar. Mas seu pranto era diferente: ele chorava pus. Desejo ser sóbrio, mas permitam dizê-lo: viva eu, cem, duzentos, trezentos anos e terei comigo, cravada em mim, essa lágrima espantosa. Durante meses, tive vergonha de minha alegria, remorso do meu riso, horror de minhas lágrimas normais e apresentáveis. Por vezes eu penso: rir num mundo triste assim é o mesmo que, num velório, acender o cigarro na chama de um círio" Nelson Rodrigues

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Jornal da Faculdade

Metade da minha matéria está no finalzinho do video, ainda não aprendi a converter com eficiencia arquivos de VOB para MPEG. Sem gracinhas quanto ao meu andado. Por favor!

domingo, 1 de junho de 2008

Regina Loca

Regina Duarte empolgada no discurso em defesa de FHC. Tão empolgada que fala até de nazismo na década de 80. Pena que não teremos Reginona por mais 50 anos na TV. Diva de interpretação super natural.