terça-feira, 30 de setembro de 2008

piadinha de firma

Sexo sujo e pesado!

sábado, 27 de setembro de 2008

fatias de torta não têm explicação

Por Jôca,

Rapha, quando eu tinha exatamente 23 anos – como você - abri mão do meu quarto com vista pro mar de Copacabana e parti pra conhecer o mundo com pouco mais que uma mochila. E dormi em quartinhos sórdidos onde tinha que descer dois andares pra poder encontrar um banheiro, ou algo parecido com um. É verdade que eu estava em Paris, mas talvez pudesse até estar no Acre.
Não. Nunca fui e nem irei ao Acre.
Conhecer o mundo com 23 anos foi a parte mais legal da minha vida. Faça isso Rapha. Posso chamar você assim ? De Rapha ?
Faça isso, não pense muito, não vacile, vá conhecer o mundo porque a vida passa em um piscar de olhos. Um dia você acorda e tem 50 anos. Vá antes que seja tarde demais, antes que você perca o doce pássaro da juventude.
E, acredite, você vai perdê-lo.
Todos nós perdemos.

Obrigado pelas "sobrancelhas louras de Frida Khalo". Foi a coisa mais gentil e sensível que alguém poderia me dizer.

Você tem razão, eu tive sbrancelhas louras de Frida Khalo. Acho que talvez ainda existam em alguma parte de mim, embora eu quase já as tenha esquecido.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

meus dias de interior



Se o Rio de Janeiro continua lindo, o interior de São Paulo continua queeente!

No meu programa de volta as origens do ultimo final de semana, teve direito a tudo, carneiro assado, música sertaneja e cerveja gelada.

Mas o interior não é como um todo o mesmo, fiquei impressionado com a quantidade de monitores lcd fodasticos, parece que virtualização do Lula ta pegando mesmo, até o leiteiro tem emiessiêni.

Por ironia, na sexta fui em um bar superanimado ao som de Chico Buarque.

Esse final de semana tem César Minotti e Fabiano no Canecón, aqui, em pleno Rio! Maldita globalización!

Mas o melhor foi ter uma família carinhosa me esperando com leite quente e cama arrumada, sobrinhas lindas, fofas e inteligentes.

Foi bom voltar, sentir cheiro de mato, rever minhas lembranças ainda em pedacinhos minuciosos de azulejos pintados à mão. Fragmentos de lembranças e sons nostálgicos.

Só não senti falta do ar seco cortante de Três Lagoas, que ressecou até o meu estômago, não senti falta dos carros escandalosos de políticos analfabetos. Não senti falta de gente mesquinha que ainda conserva o mesmo penteado.

Mas foi bom ir, e também voltar!

Foi bom rever meus amigos, mais gordos ou magros, ainda com o mesmo sorriso e as mesmas risadas. Mas quem a gente ama não deixa. Traz sempre dentro do coração!

Seguuuura Peão!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

01/09/2008

Há muito tempo não havia me sentido como ando nos últimos dias. A rotina tem se tornado uma fardo muito pesado. Apesar do desânimo, saco-cheio, são nessas fases que tomo grandes decisões na minha vida. A idade tem me deixado covarde. Não dá para simplesmente sair com uma mochila nas costas pegando carona por aí, como fiz muitas vezes. A não ser que eu pudesse levar máquina de lavar na sacola. Velhos de 23 anos como eu já procuram conforto, e pensam 1,5 de vezes antes de se enfiar em um quartinho sujo. Mas tenho a sensação que a a vida é mais respirável e leve ao lado das baratas, do quando se vê o Cristo da janela. A vida é mas fácil quando só se tem um punhado de livros amarelados, umas roupinhas e um all star. A vida é mais fácil quando você não se cobra tanto pelo seu sucesso, ou principalmente quando não se tem alguém para te colocar para baixo. Talvez eu só precise de umas duas semanas em uma cidade de desconhecidos, uma cidade cheia de gente azul, onde eu não me sinta sozinho rodeado de conhecidos. Aceita um café?