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sábado, 22 de maio de 2010

Como lavar seus tênis na lavadora automática

Esta dica é de fazer qualquer mãe caprichosa arrepiar os pelos, ou fazer mãe preguiçosa dividir o frango de padaria que ela compra pra comer sozinha no domingo.

Pra quem não sabe, quarto e sala em Copacabana geralmente não vem acompanhado de lavanderia. Assustou? Tem gente pior, conheço uma amiga que lava louça na pia do banheiro e outra que lava calça jeans no corpo dentro do boxe. Enfim, a dica é muito simples, a lavanderia cobra 10 reais por tênis, isso é um quilo de alcatra minha gente, não sou mão de vaca, simplesmente respeito meu dinheiro.

Você precisa ter uma lavadoura automática, que antes era o sonho de consumo de toda housewife, hoje, qualquer mortal com bolsa família compra uma pelo carnê na internet nas Casas Bahia. A Loja TeleListas também tem.

Não perca seu final de semana! Pegue todos os tênis sujos, use um sabão de qualidade. Querer milagre com Tixan Ipê é demais né. Jogue tudo na máquina de lavar, coloque no tempo médio pronto. É bom lavar todos juntos, pois já tentei fazer com um só e recebi reclamação de barulho na hora de centrifugar. É importante dar o acabamento com a escova para que o resultado fique melhor.

sábado, 17 de maio de 2008

O direito a preguiça!

“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos”,LESSING.


Sempre defendi o ócio, o fazer-merda-nenhuma. Na minha humilde ignorância; a cabeça vazia pode ser uma ótima e criativa oficina do diabo. Essa coisa do tempo dinheiro, tempo-produtividade, nunca me agradou muito. Assim como a tese de que "dinheiro não trás felicidade" - isso é outra história-. Ou seja, sem mesmo conhecer que os pensadores gregos defendiam o ócio, e de que essa coisa de que honra do trabalho é recente. Eu instintivamente defendia o meu próprio direito a preguiça. Por pura conveniência ao meu corpo cansado desde criança. O desejo as desobrigações.

Portanto, como alguém já havia pensado sobre isso, e, estou com preguiça de escrever, segue o trecho do livro do Paul Lafargue. "O Direito à Preguiça".(ideologia que concordo parcialmente)

"Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora".

A parte que mais me divirto:

Cristo pregou a preguiça no seu sermão na montanha:
"Contemplai o crescimento dos lírios dos campos, eles não trabalham nem fiam e, todavia, digo-vos, Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu com maior brilho”. Jeová, o deus barbudo e rebarbativo, deu aos seus adoradores o exemplo supremo da preguiça ideal; depois de seis dias de trabalho, repousou para a eternidade".