“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos”,LESSING.
Sempre defendi o ócio, o fazer-merda-nenhuma. Na minha humilde ignorância; a cabeça vazia pode ser uma ótima e criativa oficina do diabo. Essa coisa do tempo dinheiro, tempo-produtividade, nunca me agradou muito. Assim como a tese de que "dinheiro não trás felicidade" - isso é outra história-. Ou seja, sem mesmo conhecer que os pensadores gregos defendiam o ócio, e de que essa coisa de que honra do trabalho é recente. Eu instintivamente defendia o meu próprio direito a preguiça. Por pura conveniência ao meu corpo cansado desde criança. O desejo as desobrigações.
Portanto, como alguém já havia pensado sobre isso, e, estou com preguiça de escrever, segue o trecho do livro do Paul Lafargue. "O Direito à Preguiça".(ideologia que concordo parcialmente)
"Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora".
A parte que mais me divirto:
Cristo pregou a preguiça no seu sermão na montanha:
"Contemplai o crescimento dos lírios dos campos, eles não trabalham nem fiam e, todavia, digo-vos, Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu com maior brilho”. Jeová, o deus barbudo e rebarbativo, deu aos seus adoradores o exemplo supremo da preguiça ideal; depois de seis dias de trabalho, repousou para a eternidade".
0 comentários:
Postar um comentário