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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

sonhos estranhos

Essa noite tive um sonho estranho. Eu assistia com o Bruno uma partida de futebol. Só isso já é uma coisa para se estranhar. Acontece que no sonho, tudo pode ficar pior, ou melhor, ou não ter sentido sem que você perceba. Apesar de eu já ter acordado duvidando do que estava sonhando. Há coisas que os roteiristas dos sonhos pegam pesado. Já tive sonhos piores que novela da Record, sim isso é possível.
Mas voltando para o sonho, no meio da partida de futebol. Entrava um sujeito nu e cheio de fezes. É, isso mesmo. Completamente coberto por fezes humanas. Sabe tipo esses peladões que correm pelos estádios europeus? Entonces, e ele começava a querer abraçar as pessoas. E todo mundo começara a correr desesperadamente de uma lado para o outro, como se estivessem a ponto de morrer, histericamente. O peladão cagado havia se tornado algo extremamente assustador e eu já estava no meio da partida, aglomerado com uma multidão de caras, estilo carandiru, sabe? agachado.
Fui tomado por um desespero como nunca senti acordado, com uma mistura de vertigem real, sintomas de vômito, cheiro de arroz estragado. E o homem cagado se aproximava cada vez mais de mim. Lágrimas de desespero corriam no meu rosto, como se aquilo fosse ser insuportável, aquilo transcendia a figura fecal do homem. Aquele homem era além, era alguém rejeitado que se voltava assustadoramente contra as pessoas. E como num frame de cinema, vi seu olho cheio de veias enquadradro. Gritando ódio, gritando medo, gritando desespero. Apartir daí, eu me via no homem e em mim, sentia seu ódio, vingança e sentia meu medo de ser atingido. Eu podia ver e sentir os dois lados, e quando ele se aproximava a ponto de me tocar, o despertador tocou. E por incrível que pareça a cueca estava limpa, eu não tinha cagado.
Eu estava dormindo, não tinha bebido, cheirado nem fumado nada. Eu avisei que era estranho, muito estranho.

sábado, 17 de maio de 2008

O direito a preguiça!

“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos”,LESSING.


Sempre defendi o ócio, o fazer-merda-nenhuma. Na minha humilde ignorância; a cabeça vazia pode ser uma ótima e criativa oficina do diabo. Essa coisa do tempo dinheiro, tempo-produtividade, nunca me agradou muito. Assim como a tese de que "dinheiro não trás felicidade" - isso é outra história-. Ou seja, sem mesmo conhecer que os pensadores gregos defendiam o ócio, e de que essa coisa de que honra do trabalho é recente. Eu instintivamente defendia o meu próprio direito a preguiça. Por pura conveniência ao meu corpo cansado desde criança. O desejo as desobrigações.

Portanto, como alguém já havia pensado sobre isso, e, estou com preguiça de escrever, segue o trecho do livro do Paul Lafargue. "O Direito à Preguiça".(ideologia que concordo parcialmente)

"Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora".

A parte que mais me divirto:

Cristo pregou a preguiça no seu sermão na montanha:
"Contemplai o crescimento dos lírios dos campos, eles não trabalham nem fiam e, todavia, digo-vos, Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu com maior brilho”. Jeová, o deus barbudo e rebarbativo, deu aos seus adoradores o exemplo supremo da preguiça ideal; depois de seis dias de trabalho, repousou para a eternidade".

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Sorte do dia:
Arrume alguém para rir de suas piadas. Assista Terça Insana no You Tube e faça traduções de Ooops a Dind’t Again.
Reveja antigos amigos, não espere dinheiro para isso. Use seu cartão de crédito.
Se aproxime de gente inteligente, opine sobre literatura, arte, política, mesmo que você não saiba porra nenhuma.
Mostre-se forte aos inimigos e chore no colo de quem ama. Dê risada de si mesmo, não se leve a sério.
Assista o mínimo de televisão, mas veja Jack Bauer e Saia Justa, vale a pena.
Inicie uma dieta, tire o óleo o sal a gordura de sua vida, sobra pouca coisa gostosa. Mas faça isso se você quiser se a coisa gostosa. Se isso não te importa, coma muito e seja feliz, sem culpa.
Compre um mp3 e corra, mesmo que for antes de dormir.
Faça planos. Entre em sites de agências de viagens, veja preços de passagens, mesmo que você só tenha cinco reais na poupança. Acredite nos seus sonhos e seja limpinho.
Não more a vida toda em um lugar somente, mude de casa, de móveis, de aparência.
Fale sobre os problemas e a vida das pessoas, mas não seja leviano. Mesmo sabendo que muita gente fala mal de você.
Procure ganhar a vida honestamente, mas se não gosta de dinheiro dê-me o seu.
Acredite em Deus, mesmo que Ele não exista, isso te fará bem. Ateus morrem sozinhos e deprimidos. Coloque a culpa de seus defeitos no seu signo, isso sempre funciona.
Não deixe de fazer o que gosta, por ninguém. Você é a pessoa mais importante de sua vida.
E se tudo tiver uma bosta, sobressaia na privada, seja uma bosta linda. Ta, meu bem!
Mande e-mail ou scraps para os amigos. Mesmo que seja só para atormentar com mensagens automáticas. Sempre vai ter alguém que precise ou goste de ouvir algo de você.
Do jornaleiro, Raphael Fialho!