segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tinha aquele tom de pele dos livros de Jorge Amado, era estereotipado como filme gringo feito sobre latinos. Incomodava aquele mistério no olhar, do tipo que você não sabe se quer te chutar ou jogar na cama. Eu fiquei ali por alguns minutos estagnado naquela mesa verde, debaixo daquela luz clara de hospital e uma antártica gelada nada romântica. Era imoral e indecente, uma afinidade bacana que brotava daquele sentimento doido. Guilt. Trocamos palavras, pequenos toques, poesias e inspirações. Cada um fazia da cadeira seu palco particular, mostrando com charme conhecimento sobre o mundo, aritmética, literatura russa e bandas ucranianas. Aos poucos a antártica devolveu a naturalidade até então simulada e ele me devolveu a vontade de dizer coisas. E lá estávamos nós, mais clichê impossível. Não sei de amanhã ou hoje, mas ontem foi bom. Ponto.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

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