segunda-feira, 9 de junho de 2008


"Estive, acidentalmente, numa policlínica. Lá, numa sala apinhada, estava um menino de três ou quatro anos, no colo materno. Súbito, a criança começa a chorar. Mas seu pranto era diferente: ele chorava pus. Desejo ser sóbrio, mas permitam dizê-lo: viva eu, cem, duzentos, trezentos anos e terei comigo, cravada em mim, essa lágrima espantosa. Durante meses, tive vergonha de minha alegria, remorso do meu riso, horror de minhas lágrimas normais e apresentáveis. Por vezes eu penso: rir num mundo triste assim é o mesmo que, num velório, acender o cigarro na chama de um círio" Nelson Rodrigues

4 comentários:

Anônimo disse...

Mas o sorriso tb pode ser um alento de alegria para os que dela necessitam!

Anônimo disse...

tá sumido né?
Kd as atualizações daqui?

Davi Arloy disse...

A pessoa simplesmente abandonou isso aqui né?!

Nelsinho sempre me liga.

Intimista disse...

Voltou [...]
IUpiii
Cadê? Cadê? Atualizações diárias.