Fabrina, isso, com F mesmo é uma das pessoas mais influenciaram minha vida. Teve também o Juliano e Tadeu mas nenhum dos dois era tão tatuado e rancoroso. Respeito Fabrina porque além de extremamente inteligente e espirituosa, Fabrina tem potencial para ser uma grande escritora, morar em um lugar distante e ser bem paga para reclamar de alguém ou alguma coisa, e, apesar dela não saber lidar com pontos e vírgulas, sempre vi uma verdade pertubadora e melancólica em suas palavras.
Passado o tempo conheci gente mais tatuada, mais inteligente e que conhecia mais e melhores bandas. Também li coisas superiores sobre penumbra, mesas de sinuca e blues. Mas a verdade da literatura de Fabrina continua me inspirar, seja pelo seu esforço constante de não parecer uma velha rolling stone tentando emplacar velhos hits, substituindo letras pesadas por balões coloridos e bichinhos de estimação. De uma vida normal, comum, mediana, feliz e que no fundo, é almejada por todos.
Só acho que a literatura da Fabrina cai quando ela usa sua poderosa técnica de transformar palavras em peixeira afiada. Mas ainda assim, sua verdade continua a me inspirar, a escrever com sinceridade e ir além disso, escrever sem medo. Não esconder e camuflar minhas inseguranças, e, acima de tudo, não arrumar culpados pelas minhas irrealizações. Por isso, vou continuar lendo e recomendando as palavras de Fabrina.
Nunca tivemos e nada teremos em comum, mas com ela aprendi a importância de anunciar uma visita e adquirir o mínimo do modos para se viver em sociedade. E, mesmo eu nunca mais querendo aparecer em Dogville, torço para que Fabrina seja cada vez mais feliz, realizada e continue evoluindo. Não que eu tenha mais afeto por ela do que a dona Luiza do 902, mas só porque sempre terei interesse na verdade de suas palavras, em sua literatura

2 comentários:
Nhaí! Muito feliz mesmo que tenha feito ao menos uma coisa boa. Toda coisa ruim continua aqui, mas depois que a Isa nasceu, acho perigoso mexer com isso. Falar de rancor, violência e frustrações são coisas por demais doloridas. Não me sinto preparada para falar disso agora, por isso os balões. Tenho uma profunda necessidade de estar cada vez mais presente. Minhas dores apagam partes importantes de mim. Ao menos nesse momento.
Mas taí, quer coisa mais egoísta que falar de mim ao invés do seu post?
Gostosinho o blog 9e olha que nem sou de ler blog com fundo preto e letras brancas porque cansa os olhos), mas gostei do seu.
Beijos de Londres
Dan.
www.sembolso.blogspot.com
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